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0 Mantendo o foco de seus colaboradores
Mais de 30% dos entrevistados afirmaram que o principal motivo para a distração de seus colaboradores é a utilização da internet para fins pessoais, incluindo redes sociais.
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| (Fonte: Getty Images) |
Uma pesquisa recente revelou que muitos gestores estão perdendo foco e produtividade de seu trabalho com distrações na internet, redes sociais e até mesmo com o cafezinho nos corredores e cantos das organizações.
Para alguns, o motivo do problema é a falta de concentração. As soluções populares, mais usadas consistem em cortar o acesso dos profissionais à internet ou controlar o tempo gasto nas conversas de corredor. Soluções que muitas vezes não eliminam o problema.
Segundo a Robert Half, maior empresa de recrutamento especializado no mundo, fundada em 1948:
"Navegar na internet e socializar com colegas são os principais ladrões de tempo dos funcionários durante o trabalho, aponta pesquisa realizada pela Robert Half com 2.100 CFOs dos Estados Unidos. Mais de 30% dos entrevistados afirmaram que o principal motivo para a distração de seus colaboradores é a utilização da internet para fins pessoais, incluindo redes sociais, e 27% responderam ser as famosas conversas de corredor."
Para Marcela Esteves, gerente da divisão de Finanças e Contabilidade da Robert Half no Brasil, essas distrações podem influenciar negativamente e prejudicar a produtividade. Por esse motivo, é importante saber equilibrar as obrigações profissionais e pessoais para que não seja desperdiçado mais tempo do que o necessário. “Se alguém está gastando mais horas do que deveria para resolver questões pessoais é preciso identificar os motivos. Muitas vezes o profissional pode estar apenas desmotivado e precisando de projetos novos e mais desafiadores”, conclui.
Ainda de acordo com a pesquisa, ligações telefônicas ou e-mails pessoais, reuniões e e-mails corporativos também foram apontados pelos entrevistados como motivos para o desperdício de tempo de seus funcionários, e apareceram no ranking com 20%, 11% e 7% respectivamente.
A maioria dos profissionais tem seus próprios smartphones e tablets para acessar internet e redes sociais. O cafezinho e o bate-papo podem ser controlados, mas os serviços de mensagem por celular continuam existindo. Distrações são muitas, e é extremamente difícil para os gestores controlarem o que seus funcionários fazem o tempo todo. O perigo mora justamente na palavra “controle”.
Equipes engajadas e comprometidas com suas metas dificilmente perderão muito tempo com distrações. Se o trabalho está sendo feito e o resultado dos profissionais se destaca, por que se preocupar com o uso de redes sociais? Dentre os membros das novas gerações, que nasceram nesse ambiente digital, trabalhar com essas ferramentas é algo natural.
Acredito ser outro o desafio: como manter o comprometimento do time com os objetivos do negócio? Resolvido este dilema, o cafezinho e a internet deixam de ser vilões para se tornarem meros coadjuvantes do dia a dia de trabalho. [Exame] [Robert Half]
0 O Processo Racional de Tomada de Decisões
23 fevereiro 2014
Marcadores:
Decisões,
Estratégia,
Informação
Como o filme Moneyball pode ensinar empreendedores sobre gestão de informações e decisões estratégicas.
O filme, baseado no livro homônimo, conta a história verídica de Billy Beane, gerente geral do time de beisebol americano Oakland Athletics, interpretado por Brad Pitt. Na temporada de 2002, depois de mais uma tentativa frustrada de avançar na liga americana, Beane, pressionado pelo baixo orçamento da equipe e pela saída dos principais jogadores para times mais poderosos, revolucionou a forma como eram selecionados seus jogadores incluindo uma visão totalmente baseada em estatísticas em contraponto ao modelo anterior totalmente baseado no empirismo. É evidente que no início a resistência foi enorme, inclusive dentro da própria equipe, já que o novo modelo representava ameaça ao padrão vigente. O início mal sucedido da equipe no campeonato só alimentou essas críticas e a pressão para que se retornasse ao modelo anterior, porém no final do campeonato a equipe conquista 20 vitórias consecutivas estabelecendo novo recorde na liga, e o padrão desenvolvido por Beane se torna referência no esporte americano.
Ao invés do beisebol, o enredo poderia muito bem retratar o que acontece em muitas organizações na sua gestão de informações e definições estratégicas. O empirismo ainda impera no Brasil e, muitas vezes, oportunidades são desperdiçadas e caminhos mal traçados graças à falta de um embasamento mais técnico.
Na área de vendas esse padrão é recorrente. Basta darmos uma boa olhada em como é realizada a previsão de vendas em muitas organizações. Seguramente, a maioria dos processos, não passaria no teste de acuracidade das informações. Adotar uma visão mais técnica, baseada em informações é fator crítico de sucesso para o crescimento de toda organização, independente de seu porte.
O Oakland é um time pequeno no esporte americano e seu orçamento é muito inferior ao das principais equipes da liga. A implementação de uma visão mais técnica permitiu que a equipe otimizasse a alocação de seus recursos realizando escolhas e previsões mais adequadas a sua realidade. Essa visão não elimina a adoção da intuição tão importante e característica de todo visionário. Uma coisa não exclui a outra. Na realidade são técnicas complementares que devem ser adotadas em prol da boa gestão.
Construir um modelo racional que lhe permita basear suas decisões em análises mais técnicas deve ser uma missão de todo gestor e empreendedor. Certamente os resultados aparecerão como apareceram na equipe de Oakland.
Você deve estar curioso para saber se eles foram campeões, não é? Pois não sou estraga prazeres e não irei contar o final do filme. Abaixo você poderá conferir o trailer:







