0 Telefone criado por jovem pode mudar o rumo da indústria eletrônica
26 fevereiro 2014
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Todos os dias, jogamos milhares de aparelhos eletrônicos no lixo. Câmeras, tablets e celulares são pensados para ter uma vida útil curta. Por isso que é muito difícil consertá-los, mesmo que seja uma única peça que esteja com problema.
Em setembro de 2013, o jovem holandês Dave Hakkens lançou para o mundo sua ideia de como seria um telefone que não precisasse ser jogado fora tão rapidamente. Inteligente e sustentável, o Phonebloks é um celular modular, constituído de várias peças separadas. Se a tela rachasse, ela seria facilmente substituída por uma nova, sem que o aparelho precisasse ir todo para o lixo.
Com a ajuda de uma ferramenta de crowdspeaking, Dave conseguiu disseminar sua causa. Em poucos dias, o vídeo de apresentação do Phonebloks superou 18 milhões de visualizações, mostrando o desejo global por um telefone menos descartável. O resultado foi aparições na imprensa mundial e uma parceria com a Motorola. Com apoio da empresa e de doações, Dave agora se dedica a desenvolver um protótipo do celular que pode revolucionar a indústria eletrônica.
Mesmo com parceria da indústria privada, a colaboração e os ideiais do hardware livre estão fortemente enraizada no projeto do Phonebloks. O telefone do futuro será open source, ou seja, qualquer um poderá se apropriar de sua tecnologia para copiá-la ou modificá-la. Já o site Phonebloks.com virou um laboratório de ideias onde mais de quatro mil membros discutem possibilidades para deixar o aparelho ainda mais durável e sustentável.
Ainda não se sabe quando o telefone modular de Dave ficará pronto. Também não há certeza de que sua ideia é totalmente viável. Só os próximos meses (ou anos) de pesquisa trarão a resposta. Mesmo que não dê certo, o jovem já tem uma trajetória inspiradora para todos nós. O caminho percorrido para tornar o telefone modular uma realidade mostra a vontade que o mundo tem de se mobilizar em torno de uma causa que faça a diferença.
Porque nossos telefones deveriam durar mais?
Na composição de celulares estão elementos poluentes como chumbo e mercúrio, além de plástico, que leva centenas de anos para se decompor. Estima-se que, em média, um telefone móvel seja usado por três anos. Nos Estados Unidos, o tempo de uso de um aparelho é de apenas 20 meses. De acordo com as Nações Unidas, 1,5 bilhões de telefones móveis entraram em desuso ou foram jogados fora em 2013.
Com informações de BBC.
0 Como estabelecer o preço certo
"Para acertar na precificação o empreendedor precisa, antes de tudo, entender a diferença entre preço e valor."
Todas as coisas têm seu preço, e é aí que mora a dificuldade de grande parte dos empreendedores iniciantes. Quanto vale o que você tem a oferecer ao cliente e quanto ele estaria disposto a pagar pelo que você está oferecendo estão entre as principais dúvidas de quem está começando um negócio.
Para acertar na precificação o empreendedor precisa, antes de tudo, entender a diferença entre preço e valor. A soma dos esforços (custos) para obter algo representa o preço que se paga, enquanto a soma dos benefícios recebidos ao obter aquilo que desejamos representa o valor.Dois bens podem ser vendidos pelo mesmo preço, mas terem valores diferentes, assim como também podem possuir o mesmo valor e serem vendidos por preços diferentes.
A princípio, o preço de venda é a quantia que deverá cobrir o custo direto da mercadoria, as despesas variáveis (impostos e comissões), as despesas fixas (aluguel, água, luz, telefone, internet, salários), além de permitir a obtenção de lucro. Além das contas básicas, deve ser considerado qual o real objetivo do empreendedor: penetração no mercado, pronta recuperação de caixa, promoção de linha de produtos, maximização do lucro ou diferenciação no mercado.
O preço deve ser encarado comofator estratégico de posicionamento. O montante a ser cobrado dos clientes vai depender de diversos fatores além dos custos de produção, como o perfil dos consumidores, a quantia pedida pelos concorrentes e o valor agregado.
A famosa expressão “agregar valor”, neste caso, significa tornar as coisas especiais para o público, trabalhar a percepção do cliente para valorizar mais a oferta e o benefício que está sendo oferecido a ele. O consumidor irá julgar se algo é caro ou barato dependendo da percepção dos benefícios recebidos na aquisição. Se a percepção é de que o produto ou serviço custa mais do que vale, será considerado caro. Assim como barato é aquilo que traz a percepção de que vale mais do que realmente custa.
Avaliar a importância da qualidade do que sendo oferecido é fundamental. Em um posicionamento voltado à diferenciação no mercado, nem sempre o preço mais baixo é o item mais importante. Muitas melhorias na produção podem não diminuir custos de comercialização, mas se acrescentam valor ao produto ou serviço, podem contribuir para o aumentar faturamento.
Na percepção do valor podem ser levados em conta os seguintes aspectos: status da marca, qualidade do produto, necessidade, tendência, inovação e exclusividade. Quanto menores forem os esforços gastos e maiores forem os benefícios percebidos na satisfação das necessidades, maior será o valor que o cliente irá atribuir ao produto ou serviço.
O valor agregado garante um bom posicionamento no mercado, possibilita a sustentação de preços mais elevados e margens de lucro mais significativas.
Por Vinicius Roveda, CEO da ContaAzul
0 Dicas para sua empresa lidar com crises nas redes sociais
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"Com a minha experiência em internet e redes sociais posso afirmar que mesmo com todos os cuidados todas as empresas estão sujeitas a exposições negativas nas redes sociais."
Desde a popularização das redes sociais entre pessoas de todas as idades, classes sociais e as mais distintas ideologias, as empresas passaram a enxergar um potencial de negócios no mundo digital. Hoje, boa parte das marcas interage com seu público por esse canal, já que possibilita grande interação e é relativamente barato, se comparado com as outras estratégias de marketing. Mas como quase tudo em nossas vidas o que pode ser uma grande estratégia de negócios também pode ser o ponto inicial de uma crise de imagem.
Diferente de qualquer outro canal de comunicação, a sua principal característica é promover com facilidade a interação entre a empresa e o seu público, bem como entre as próprias pessoas. Ideias são difundidas com facilidade, mas problemas também são e podem aparecer de onde menos se espera. Exemplos não faltam e um dos que mais gerou repercussão recentemente é o caso do Instituto Royal e os testes em cachorros da raça Beagle.
Sem nenhum parecer antecipado, uma vez que ainda não existe uma conclusão por parte do poder judiciário, o fato é que a empresa nega veemente que o os animais são maltratados durante os testes, enquanto os ativistas mantêm a sua versão da história. Apesar disso, milhares de pessoas compartilharam matérias, fotos e vídeos comentando o caso e expondo sua opinião. O que era uma denúncia transformou-se em verdade absoluta e exigiu que a empresa criasse um plano de gestão de crise e investisse um alto valor para tentar reverter o quadro negativo. Se pararmos para pensar, apenas este ano temos uma lista considerável de empresas que tiveram que lidar com crises de imagem que vieram por meio das redes sociais.
Com a minha experiência em internet e redes sociais posso afirmar que mesmo com todos os cuidados todas as empresas estão sujeitas a exposições negativas nas redes sociais. Por isso algumas dicas são pertinentes:
1º - Faça um planejamento detalhado antes de utilizar as redes sociais. A ideia é ter um controle completo de todos os passos da sua empresa neste ambiente, afinal é um canal de comunicação e, assim como os demais, exige atenção. As redes sociais devem ser administradas por pessoas que tenham essa qualificação.
2º - Elabore um plano de contenção de crise. Essa ação é importantíssima, pois é nesse momento que a empresa levanta todas as ameaças possíveis, afinal se tratando de redes sociais qualquer fagulha pode ocasionar uma explosão. Outra informação importante é que o planejamento deve ter o aval de todos os departamentos da empresa, visando uma ação conjunta e uma resposta única.
3º - Tenha agilidade. Os internautas replicam uma denúncia, verdadeira ou não, de maneira espantosa e você também precisa ter rapidez. Cada hora desperdiçada nas redes sociais significa centenas de exposições negativas com o público que acompanha sua marca.
4º - Não adianta discutir. As pessoas são inteligentes, entretanto a grande massa age por impulso, por isso não adianta perder a cabeça, discutir ou agir com nervosismo. Mantenha-se calmo e pense em cada passo, sempre prezando pela postura profissional.
5º - Não minta, não esconda informações e nem prometa o que não pode cumprir. O segredo é mostrar para seus clientes e parceiros que a sua empresa é séria e trabalha com ética e transparência. As redes sociais transformam tudo em grandes catástrofes e às vezes exageram e até inventam informações, por isso mentir ou prometer o que não se pode cumprir só prejudica a gestão da crise.
Por Claudio Gandelman, fundador e CEO do Teckler, rede social que remunera os internautas pelo conteúdo produzido.
0 O Processo Racional de Tomada de Decisões
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Como o filme Moneyball pode ensinar empreendedores sobre gestão de informações e decisões estratégicas.
O filme, baseado no livro homônimo, conta a história verídica de Billy Beane, gerente geral do time de beisebol americano Oakland Athletics, interpretado por Brad Pitt. Na temporada de 2002, depois de mais uma tentativa frustrada de avançar na liga americana, Beane, pressionado pelo baixo orçamento da equipe e pela saída dos principais jogadores para times mais poderosos, revolucionou a forma como eram selecionados seus jogadores incluindo uma visão totalmente baseada em estatísticas em contraponto ao modelo anterior totalmente baseado no empirismo. É evidente que no início a resistência foi enorme, inclusive dentro da própria equipe, já que o novo modelo representava ameaça ao padrão vigente. O início mal sucedido da equipe no campeonato só alimentou essas críticas e a pressão para que se retornasse ao modelo anterior, porém no final do campeonato a equipe conquista 20 vitórias consecutivas estabelecendo novo recorde na liga, e o padrão desenvolvido por Beane se torna referência no esporte americano.
Ao invés do beisebol, o enredo poderia muito bem retratar o que acontece em muitas organizações na sua gestão de informações e definições estratégicas. O empirismo ainda impera no Brasil e, muitas vezes, oportunidades são desperdiçadas e caminhos mal traçados graças à falta de um embasamento mais técnico.
Na área de vendas esse padrão é recorrente. Basta darmos uma boa olhada em como é realizada a previsão de vendas em muitas organizações. Seguramente, a maioria dos processos, não passaria no teste de acuracidade das informações. Adotar uma visão mais técnica, baseada em informações é fator crítico de sucesso para o crescimento de toda organização, independente de seu porte.
O Oakland é um time pequeno no esporte americano e seu orçamento é muito inferior ao das principais equipes da liga. A implementação de uma visão mais técnica permitiu que a equipe otimizasse a alocação de seus recursos realizando escolhas e previsões mais adequadas a sua realidade. Essa visão não elimina a adoção da intuição tão importante e característica de todo visionário. Uma coisa não exclui a outra. Na realidade são técnicas complementares que devem ser adotadas em prol da boa gestão.
Construir um modelo racional que lhe permita basear suas decisões em análises mais técnicas deve ser uma missão de todo gestor e empreendedor. Certamente os resultados aparecerão como apareceram na equipe de Oakland.
Você deve estar curioso para saber se eles foram campeões, não é? Pois não sou estraga prazeres e não irei contar o final do filme. Abaixo você poderá conferir o trailer:
0 O custo de estar presente em redes sociais
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"No passado o cliente colocava a boca no trombone, hoje ele coloca o vídeo no Youtube."
Ouvi muito a expressão que um cliente satisfeito fala para 5 pessoas, enquanto um insatisfeito fala para 12 pessoas. E recentemente participei de um grande evento corporativo na qual um renomado palestrante repetiu este bordão, sem se dar conta de uma mudança fundamental: hoje um cliente insatisfeito fala para um número infinito de pessoas. Este cenário é muito recente no universo das organizações, o boca a boca já não inquieta mais os gestores.
Recentemente, um ator global teve uma experiência negativa em uma famosa loja de fastfood e tuitou isso para seus mais de 2 milhões de seguidores, e várias pessoas retuitaram a mesma insatisfação. Não acredito que a empresa de fastfood vá perder vendas ou deixar de continuar a prosperar em virtude destes comentários; no entanto, ela passa por um constrangimento temporário na qual seus gestores deverão ir a público pedir desculpas e dar satisfação aos demais clientes.
Energia drenada para gerenciar crises, se a empresa levar a sério a reclamação, poderá melhorar muito as suas imperfeições. No entanto, alguns segmentos da economia, onde prevalecem empresas de pequenos porte que ainda não tem histórico, podem ver seu negócios comprometidos, aí vale sobretudo para prestadores de serviços. Imaginem uma pequena pousada, buffet infantil, hotel, restaurante, serviços em geral podem ver seus negócios comprometidos. Vide os serviços de compras coletivas que tem sido alvo de inúmeros comentários comprometedores para os negócios.
Como era bom quando você tinha a internet 1.0 na qual tínhamos empresas com um menu nos seus sites citando “Fale Conosco”, hoje o cliente fala para todos, não há mais espaço para a institucionalização do provisório nas empresas. Os processos passam ser a bola da vez na matriz estratégica de qualquer empresa. Em cursos de administração fala-se que uma empresa deve ter Estratégia-Processo-Estrutura-Pessoas, e invariavelmente as grandes reclamações dos clientes nas mais diversas redes sociais são alusivas a falhas primárias em processos.
Todas as empresas se preocupam em usar as redes sociais basicamente para vender, no entanto elas estão se tornando uma grande ouvidoria dos clientes. Passou a fase do “blablabá”, hoje as redes sociais trazem muito mais ônus do que bônus para as empresas, a grande maioria ou quase que a totalidade se assanha com as redes muito mais por convenção do que por convicção, até porque as empresas que entram por esta segunda via sabem que tem um custo. Os grandes ativos de marketing nas redes sociais hoje são Curtir, Retwitar e Partilhar, verbos muitas vezes difíceis de serem explicados nas reuniões corporativas. O que tranquiliza é que todas as empresas em algum momento vão passar por uma inevitável crise, independente do tamanho e ou segmento de negócios. A forma e sobretudo a rapidez da resposta poderão se transformar em uma oportunidade e ou ameaça para as empresas.
Romeo Deon Busarello é Diretor de Ambientes Digitais da Tecnisa e Professor dos cursos de MBA e Pós Graduação do Insper e ESPM.
0 As origens do imposto de renda
Não há taxação mais absurda que a cobrada sobre a renda dos trabalhadores. Este tipo de cobrança pode ser considerada uma penalização pelo sucesso. Quando falamos de imposto de renda, muitos pensadores questionaram sua necessidade. Um deles fora Einstein, que embora não fosse versado em economia, compreendia as dimensões deste absurdo e proferira a frase: “A coisa mais dura de entender no mundo é o Imposto de Renda.” Diferentemente de Einstein, explicarei a origem do imposto de renda, sua natureza imoral, criminosa e suas implicações negativas sobre a economia. Este imposto surgira no século I através do governo do imperador chinês Wang Mang, durante a dinastia Xin. O imperador fora um severo intervencionista econômico. Wang instituirá uma taxa de 10% sobre os lucros obtidos por profissionais especializados. Não obstante, instituiu um imposto sobre terras não produtivas, impediu sua comercialização, criou uma agencia de controle de preços, estatizou o mercado de bebidas e armas. Devido a estas medidas, o império sofrera uma crise econômica que levara a revolta de muitos senhores de terra, até que em pouco mais de uma década, seu governo fora derrubado (9 d.C à 23 d.C). A partir de então as políticas de laissez-faire foram restauradas pelo governo de Liu Xiu, na dinastia Han.
No ocidente, o imposto de renda fora introduzido esporadicamente pelo rei inglês Henrique II a fins e custear a Terceira Cruzada. Todavia, sua obrigatoriedade regular somente seria implantada na idade moderna. Em 1796, o político Willian Pitt apresentara aos diretores do Banco da Inglaterra, seu projeto de “empréstimo de lealdade”. Entretanto, a ideia não fora aceita. Em 1798 Pitt solicitou a transformação dos impostos sobre as despesas em um imposto sobre a renda. Daí surgira o nome “incomex tax”. Somente em 1799 os dirigentes aceitaram a proposta a fins de financiar a batalha contra Napoleão, instituindo uma taxa de 10% para rendimentos acima de 60 libras. Para a maioria dos historiadores este é o surgimento do imposto de renda sob os formatos atuais no ocidente. E análogo ao que ocorrera na China antiga, muitos compreendiam a arbitrariedade e risco deste novo imposto, e assim não lhe faltara oposição. Na Câmara dos Comuns, Charles James Fox argumentou “Quais serão as consequências desta lei? Os seus únicos resultados serão o imediato aniquilamento de nosso comércio, a destruição de nossas fortunas e provavelmente de nossa liberdade pessoal”. Fox parecia compreender as conotações economicamente nocivas deste imposto – o explicarei mais adiante.
Outro prudente opositor do imposto de renda naquele período fora Sir John Sinclair, que na mesma Câmara citara: “Se nós impuserem esse imposto, será lícito que em algum dia estejamos livres dele? Enquanto durar a guerra, isso não será possível. Se na paz esse acréscimo às rendas públicas for julgado indispensável? Agora, o ministro Pitt, usando de grande moderação, pede apenas um décimo de nossas rendas, mas o que impedirá de, no futuro, exigir um quinto ou mesmo um terço? Faz-se prudente ainda observar que essa lei será pretexto para uma infinidade de exigências altamente vexatórias.” A reação fora veemente. Haviam aqueles que temiam que com o termino da guerra, o imposto continuasse a ser cobrado. Outros acreditavam que com o tempo, poderia haver o aumento dos gastos, ampliando a base de cálculo. Também havia aqueles que justificavam que o imposto de renda intervia de forma arbitrária na vida financeira do povo britânico. Contudo, durante o período de guerra o imposto alcançou as expectativas. Em 1803 Addington que sucedera Pitt fizera uma série de aperfeiçoamentos neste conceito: o “contribuinte” seria classificado e tributado por categorias, havia implantação de cobrança na fonte, isenção para pequenos investimento e dedução para encargos de família.
Com a derrota de Napoleão em 1815 e pela insatisfação popular, o imposto de renda foi abolido. Entretanto, nos anos seguintes, o governo britânico excedeu-se ampliando o déficit público. Foi quando Robert Peel, que chefiava o governo nos primeiros anos da era vitoriana trouxera novamente o imposto, embora fosse anteriormente um severo opositor. Neste período, o limite para a renda fora ampliando para 150 libras. O parlamento britânico concordou acreditado que uma vez que fosse restabelecido o equilibro do tesouro, o imposto seria banido. Muitos políticos tentaram extinguir o imposto quando possível, mas desde então, o imposto de renda tornou-se irredutível da política britânica, expandindo-se para todo o mundo. Ele fora instituído em 1861 nos EUA, 1864 na Itália, 1891 na Prússia e em 1910 na França até que no século XX passara a ser cobrado em todo mundo. Na quase totalidade dos exemplos citados, o imposto de renda ou sugira a fins de custear guerras no qual os “contribuintes” não estavam dispostos a financiar ou para ampliar a acumulação dos cofres públicos sem necessidade ou discrepância, incidindo de forma exagerada, como no caso da Itália. Estes impostos surgem de cálculos absurdos, são extremamente burocráticos e geram transtornos para aqueles que vos pagam.
O imposto de renda é criminoso e imoral, pois consiste em um atentado contra o trabalho e contra privacidade. É um atentado contra o trabalho, pois toma do trabalhador algo que fora adquirido pela força de seu trabalho. É um atentado contra a privacidade, pois o cidadão é forçado a ceder informações pessoais para o governo, forçado a calcular sua renda, tal como se fosse crime possuir riqueza. As empresas são obrigadas a pagar advogados e contadores, desprendendo uma renda ainda maior para que não sejam multadas pelo sucesso. O imposto de renda é um roubo patenteado pelo Estado, pois esta é sua maior especialidade. Caso um cidadão force outro a vos dar parte de sua renda, será autuado e condenado por estelionato. No caso do Estado é tido como licito, pois como diria Freud: “O estado proíbe ao indivíduo a prática de atos infratores, não porque deseje aboli-los, mas sim porque quer monopolizá-los”. E como bem observado, não existem limites para estes valores. Governos comumente aumentam a base de cálculo, sendo forçados a reduzi-las diante a insatisfação popular ou quando estes impostos passam a prejudicar as economias pessoais. Sobretudo, os defensores nem ao menos conseguem estabelecer um argumento plausível para sua defesa.
Alguns defensores do imposto de renda sugerem que ele serve a redistribuição. Mas isto não é verdade, nem ao menos justificável. Não é verdade, pois o imposto de renda em geral serve para preencher a lacuna dos gastos públicos demasiados. Não é justificável a redistribuição, pois as rendas mais baixas não são causadas pelas mais altas, mas do contrário, por sua limitação. Quando um empreendedor é obrigado a ceder parte de sua receite, cede capital cuja aplicação em investimentos ampliaria a oferta de mão de obras e salários – o que beneficiaria os mais pobres. Na medida em que as rendas mais elevadas forem tributadas, um valor menor será destinado ao pagamento de salários. Quando é aplicado na classe média, impede que os mais pobres sejam empregados para tarefas simples, como o trabalho doméstico, ou limita pagamentos. O imposto de renda também limita a aquisição de bens e serviços, levando a classe média a trabalhar mais a fins de manter seu padrão de vida. Portanto, o imposto de renda é nocivo para a economia e no geral: para os mais pobres.
Regimes totalitários e anticapitalistas são conhecidos por tributar valores capazes de arruinar toda a economia. Este era o ideal de Marx e Engels consideravam que o imposto de renda era uma forma de tomar capital da burguesia como uma forma de alcançar sua revolução. Segundo eles, o imposto de renda serviria ao ideal da redistribuição, ampliando os poderes seus políticos, ao mesmo que arruinavam a economia de mercado. Assim, os ideólogos da servidão pretendiam desfalcar os empresários a fins de criar revolta entre seus próprios empregados, cuja ira seria motriz de sua revolução comunista. Eram astutos atiçadores, apenas almejando o poder através do caos. Estes ideólogos felicitavam-se em retirar daqueles que estão à vossa frente, pois sua preguiça e incapacidade não vos permitiria ir além. Mesmo antes de Marx, John Stuart Mill fora exímio em classificar estas atitudes como um roubo. Ele citara: “Tributar as renda mais elevadas com um percentual de impostos mais altos que as rendas mais baixas é colocar um castigo sobre as pessoas por ter trabalhado mais duro e poupado mais que seus vizinhos.” O imposto de renda é um ato criminoso de extrema imoralidade, baseado na inveja e usurpação. É tal como todo supõe ideário socialista; a riqueza alheia é um infortuno e não uma benção.
Referências:
Imposto para Vencer Napoleão - Revenue & Customs
0 Empreender é…
04 fevereiro 2014
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Empreender é ter um olhar artístico sobre a realidade para trazer à existência o seu projeto. Como um pintor constrói sua arte sobre uma tela branca, um escultor sobre uma tora bruta de madeira e um compositor organiza as notas musicais para criar do nada uma linda melodia.
Depois do trabalho pronto, a nossa alma se alegra com a música, nossos olhos contemplam os quadros pendurados nas paredes das exposições e as peças esculpidas decoram os escritórios das empresas construídas pelos seus idealizadores. Nessas empresas, muitos sonham, realizam, ganham a vida e colocam para fora seu talento.
Mas o que era tudo isso antes de alguém dar a primeira pincelada? Antes de dar a primeira martelada? De compor o primeiro acorde? Ou de ter sua primeira ideia de produto?
Nada existia, a não ser o comum, o corriqueiro e todos apenas seguindo o fluxo. Mas pela ousadia e a coragem desses artistas, em meio ao caos da burocracia, contrariando a muitos, o nada foi transformado em algo muito especial a ser apreciado por muitos anos. Isso é empreender.
0 Afinal, o que é que você quer?
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Alguém pode, por mera casualidade, conquistar algum sucesso uma vez. Será muito pouco provável que consiga numa segunda oportunidade. Mas ser bem sucedido novamente por casualidade, pela terceira, quarta ou quinta vez, será uma raríssima exceção.
Agora, quando os resultados positivos são conquistados com consistência por vários anos, não será uma coincidência que tenha sido a um custo de muito trabalho, de uma mentalidade empreendedora, visão diferenciada, forte liderança, além de uma capacidade para escolher e formar uma boa equipe de competentes executivos.
Não há atalhos e nem fórmulas mágicas. Por isso, quem já conhece o caminho realizará com êxito seus novos projetos quantas vezes desejar. Sendo assim, a mais importante lição é que o sucesso é uma ciência exata que todos podem aprender. É claro que nem todos serão milionários, mas todos, sem exceção, podem aprender o caminho do êxito, progredir financeiramente e ganhar a segurança necessária para construir o seu projeto de vida de forma digna.
Os capítulos desse aprendizado não são difíceis, mas exigem uma profunda mudança na forma de pensar, no comportamento e no referencial de dedicação necessária para transformar ideias em realidade. Essa mudança é fundamental, porque, afinal, dentro da sociedade em que vivemos e de todo sistema de ensino que frequentamos, desde o ensino fundamental até a universidade, em meio ao amontoado de informações, muitas sem propósito, a mentalidade transmitida nas entrelinhas filosóficas deste sistema, infelizmente, quase sempre é o oposto da mentalidade que precisa ser desenvolvida para sair do fluxo com destaque.
Costumo dizer que destacar-se da multidão chega a ser fácil ou então é impossível. Fácil porque as mudanças necessárias são simples, porém trabalhosas e exigem coragem. Mas também considero impossível, porque infelizmente poucos se dispõem a promover essas mudanças em suas vidas. Raros são os dispostos a quebrar paradigmas, a sair da zona de conforto – que de confortável não tem nada – e a correr alguns riscos. Claro, nada maior do que o risco de não mudar nada em seu comportamento, continuar a seguir o fluxo e, por isso, passar toda uma vida estagnado.
Se o sucesso não é uma casualidade e é possível aprender como conquistá-lo, por que vagar por sua existência à margem de melhores resultados?
Afinal, você está por aqui para construir seus projetos ou apenas para dar um “rolezinho”? Decida. O que você veio fazer por aqui?
0 A liberdade e o sistema econômico
O principal argumento contra a proposta de se instituir um regime socialista é o de que, no sistema socialista, não há espaço para a liberdade individual. Socialismo, argumenta-se, é o mesmo que escravidão. Não há como negar a veracidade desse argumento. Onde o governo controla todos os meios de produção, onde o governo é o único empregador e tem o direito de decidir que treinamento as pessoas deverão receber, onde e como deverão trabalhar, o indivíduo não é livre. Tem o dever de obedecer e não tem direitos.
Os defensores do socialismo nunca conseguiram apresentar uma refutação efetiva a esse argumento. Retrucam dizendo apenas que, na economia de mercado, há liberdade apenas para os ricos, e não para os pobres; e que, por uma liberdade desse tipo, não valeria a pena renunciar às supostas vantagens do socialismo.
Ocorre que os homens são diferentes, desiguais. E sempre o serão. Alguns são mais dotados em determinado aspecto, menos em outro. E há os que têm o dom de descobrir novos caminhos, de mudar os rumos do conhecimento. Nas sociedades capitalistas, o progresso tecnológico e econômico é promovido por esses homens. Quando alguém tem uma ideia, procura encontrar algumas outras pessoas argutas o suficiente para perceberem o valor de seu achado. Alguns capitalistas que ousam perscrutar o futuro, que se dão conta das possíveis consequências dessa ideia, começarão a pô-la em prática. Outros, a princípio, poderão dizer: "são uns loucos", mas deixarão de dizê-lo quando constatarem que o empreendimento que qualificavam de absurdo ou loucura está florescendo, e que toda gente está feliz por comprar seus produtos.
No sistema ditatorial marxista, por outro lado, o corpo governamental supremo deve primeiro ser convencido do valor de uma ideia antes que ela possa ser levada adiante. Isso pode ser algo muito difícil, uma vez que o grupo detentor do comando — ou o ditador supremo em pessoa — tem o poder de decidir. E se essas pessoas — por razões de indolência, senilidade, falta de inteligência ou de instrução — forem incapazes de compreender o significado da nova ideia, o novo projeto não será executado.
Para analisar essas questões devemos, em primeiro lugar, entender o verdadeiro significado da palavra liberdade. Liberdade é um conceito sociológico. Não há, na natureza ou em relação à natureza, nada a que se possa aplicar esse termo. Liberdade é a oportunidade concedida ao indivíduo pelo sistema social para que ele possa modelar sua vida segundo sua própria vontade. Que as pessoas tenham que trabalhar e produzir para poder sobreviver é uma lei da natureza; nenhum sistema social pode alterar esse fato. Que o rico possa viver sem trabalhar não diminui em nada a liberdade daqueles que não tiveram a sorte de estar nessa posição afortunada. Em uma economia de mercado, naquela em que há liberdade de empreendimento, e ausência de privilégios e protecionismos estatais, a riqueza de um indivíduo representa a recompensa concedida pela sociedade pelos serviços prestados aos consumidores no passado. E esta riqueza só pode ser preservada se ela continuar a ser utilizada — isto é, investida — no interesse dos consumidores.
Que a economia de mercado recompense generosamente aquele que se mostrou capaz de bem servir aos consumidores é algo que não causa nenhum dano aos consumidores. Ao contrário, só os beneficia. Nada, nesse processo, é tomado do trabalhador, e muito lhe é proporcionado, o que lhe permite aumentar sua produtividade do trabalho. A liberdade do trabalhador que não tem propriedades está no seu direito de escolher o local e o tipo de seu trabalho que quer. Ele não está sujeito às arbitrariedades de um senhor de engenho que o tem como vassalo. Ele simplesmente vende os seus serviços no mercado. Se um empreendedor se recusar a lhe pagar o salário correspondente às condições do mercado, ele encontrará outro empregador disposto a, no seu próprio (do empregador) interesse, lhe pagar o salário de mercado. O trabalhador não deve subserviência e obediência ao seu empregador; ele deve ao seu empregador apenas a prestação de serviços. Ele recebe seu salário não como um favor, mas sim como uma recompensa de que é merecedor.
Os pobres também têm a possibilidade, em uma sociedade capitalista, de se fazer pelo seu próprio esforço. Isso não ocorre apenas às atividades comerciais. A maioria das pessoas que hoje ocupa uma posição de destaque nas profissões liberais, nas artes e na ciência começou a carreira na pobreza. Entre os líderes e os vencedores, muitos são originários de famílias pobres. Quem quer ser bem-sucedido, qualquer que seja o sistema social, terá que vencer a apatia, o preconceito e a ignorância. Não se pode negar que o capitalismo oferece essa oportunidade.
Em uma economia capitalista, o mercado é um corpo social; é o corpo social por excelência. Todos agem por conta própria; mas as ações de cada um procuram satisfazer tanto as suas próprias necessidades como também as necessidades de outras pessoas. Ao agir, todos servem seus concidadãos. Por outro lado, todos são por eles servidos. Cada um é ao mesmo tempo um meio e um fim; um fim último em si mesmo e um meio para que outras pessoas possam atingir seus próprios fins.
Todos os homens são livres; ninguém tem de se submeter a um déspota. O indivíduo, por vontade própria, se integra num sistema de cooperação. O mercado o orienta e lhe indica a melhor maneira de promover o seu próprio bem estar, bem como o das demais pessoas. O mercado comanda tudo; por si só coloca em ordem todo o sistema social, dando-lhe sentido e significado.
O mercado não é um local, uma coisa, uma entidade coletiva. O mercado é um processo, impulsionado pela interação das ações dos vários indivíduos que cooperam sob o regime da divisão do trabalho.
A reiteração de atos individuais de troca vai dando origem ao mercado, à medida que a divisão de trabalho evolui numa sociedade baseada na propriedade privada.
A economia de mercado, em princípio, não respeita fronteiras políticas. Seu âmbito é mundial. O mercado torna as pessoas ricas ou pobres, determina quem dirigirá as grandes indústrias e quem limpará o chão, fixa quantas pessoas trabalharão nas minas de cobre e quantas nas orquestras filarmônicas. Nenhuma dessas decisões é definitiva: são revogáveis a qualquer momento. O processo de seleção não para nunca.
Atribuir a cada um o seu lugar próprio na sociedade é tarefa dos consumidores, os quais, ao comprarem ou absterem-se de comprar, estão determinando a posição social de cada indivíduo. Os consumidores determinam, em última instância, não apenas os preços dos bens de consumo, mas também os preços de todos os fatores de produção. Determinam a renda de cada membro da economia de mercado. São os consumidores e não os empresários que basicamente pagam os salários ganhos por qualquer trabalhador.
Se um empreendedor não obedecer estritamente às ordens do público tal como lhe são transmitidas pela estrutura de preços do mercado, ele sofrerá prejuízos e irá à falência. Outros homens que melhor souberam satisfazer os desejos dos consumidores o substituirão.
Os consumidores prestigiam as lojas nas quais podem comprar o que querem pelo menor preço. Ao comprarem e ao se absterem de comprar, os consumidores decidem sobre quem permanece no mercado e quem deve sair; quem deve dirigir as fábricas, as fornecedoras e as distribuidoras. Enriquecem um homem pobre e empobrecem um homem rico. Determinam precisamente a quantidade e a qualidade do que deve ser produzido. São patrões impiedosos, cheios de caprichos e fantasias, instáveis e imprevisíveis. Para eles, a única coisa que conta é sua própria satisfação. Não se sensibilizam nem um pouco com méritos passados ou com interesses estabelecidos.
A economia de mercado, ou capitalismo, como é comumente chamada, e a economia socialista são mutuamente excludentes. Não há mistura possível ou imaginável dos dois sistemas; não há algo que se possa chamar de economia mista, um sistema que seria parcialmente socialista. A produção ou é dirigida pelo mercado, ou o é por decretos de um czar da produção, ou de um comitê de czares da produção. A economia de mercado é o produto de um longo processo evolucionário. É o resultado dos esforços do homem para ajustar sua ação, da melhor maneira possível, às condições dadas de um meio ambiente que ele não pode modificar. É, por assim dizer, a estratégia cuja aplicação permitiu ao homem progredir triunfalmente do estado selvagem à civilização.
O progresso é sempre um deslocamento do velho pelo novo. Progresso sempre quer dizer mudança. Nenhum planejamento econômico pode planejar o progresso, nenhuma organização pode organizá-lo. O progresso é a única coisa que desafia quaisquer limitações e controles. A sociedade e o estado não podem promover o progresso. O capitalismo também não pode fazer nada pelo progresso. Porém, e isso é já bastante, o capitalismo não coloca barreiras intransponíveis ao progresso. Uma sociedade socialista se tornaria absolutamente rígida, pois tornaria o progresso impossível.
O intervencionismo não abole por completo todas as liberdades dos cidadãos. Porém, a cada nova medida intervencionista implantada, uma fatia importante de liberdade individual é abolida e, consequentemente, a atividade econômica é restringida.
O fato inegável
O que tem melhorado a situação das pessoas, o que tem dado a elas melhores condições de vida, e o que tem criado todas aquelas coisas que hoje consideramos como o orgulho das realizações humanas, não foram declamações de nobres intenções, nem discursos sobre justiça social, e nem sonhos sobre um mundo melhor — e muito menos efetivos esforços para se implantar o "mundo melhor" pela força das armas. O que possibilitou todas estas coisas foi o empenhado trabalho diário das pessoas, cujos esforços foram direcionados para melhorar suas próprias condições de vida por meio do trabalho duro, fazendo coisas que eram desconhecidas em épocas passadas e que eram desconhecidas até mesmo por elas próprias em tempos anteriores recentes.
A história da tecnologia e do comércio fornece inúmeros exemplos que confirmam isso. No passado, havia um considerável intervalo de tempo entre o surgimento de algo até então completamente desconhecido e sua popularização no uso cotidiano. Algumas vezes, passavam-se vários séculos até que uma inovação se tornasse amplamente aceita por todos — ao menos dentro da órbita da civilização ocidental. Pense na lenta popularização do uso de garfos, sabonetes, lenços, papeis higiênicos e inúmeras outras variedades de coisas.
Desde seus primórdios, o capitalismo demonstrou uma tendência de ir encurtando esse intervalo de tempo, até ele finalmente ser eliminado quase que por completo. Tal fenômeno não é uma característica meramente acidental da produção capitalista; trata-se de algo inerente à sua própria natureza. A essência do capitalismo é a produção em larga escala para a satisfação dos desejos das massas. Sua característica distintiva é a produção em massa.
Os discípulos de Marx sempre se mostraram muito ávidos para descrever em seus livros os "inenarráveis horrores do capitalismo", os quais, como seu mestre havia prognosticado, resultam "de maneira tão inexorável como uma lei da natureza" no progressivo empobrecimento das "massas". O preconceito anticapitalista deles impedia que percebessem o fato de que o capitalismo tende, com o auxílio da produção em larga escala, a eliminar o notável contraste que há entre o modo de vida de uma elite afortunada e o modo de vida de todo o resto da população de um país. O abismo que separava o homem que podia viajar de carruagem e o homem que ficava em casa porque não tinha o dinheiro para a passagem foi reduzido à diferença entre viajar de avião e viajar de ônibus.
Que jamais nos aconteça
Não permitamos jamais que aquelas pessoas que dizem que tudo neste arranjo é ruim, que a propriedade privada é a origem de todos os malefícios e desigualdades, e que a única ação correta a ser tomada é a busca do "mundo melhor" pela imposição de medidas coercivas e ditatoriais adquiram poder.
Se há uma coisa que a história pode nos ensinar é que nenhuma nação jamais conseguiu criar uma civilização superior sem a propriedade privada dos meios de produção. E a prosperidade só pode ser encontrada onde prevalece a propriedade privada dos meios de produção.
Se algum dia a nossa civilização desaparecer, não terá sido por uma inevitabilidade; não terá sido porque ela já estava fadada a esse trágico desfecho. Terá sido, isso sim, porque as pessoas se recusaram a aprender com a teoria e com a história. Não é o destino que determina o futuro da sociedade humana, mas sim o próprio homem. O declínio da civilização ocidental não é uma manifestação da vontade divina, algo que não pode ser evitado. Se ocorrer, terá sido o resultado de uma política que nunca deveria ter sido sequer cortejada.
Ludwig von Mises foi o reconhecido líder da Escola Austríaca de pensamento econômico, um prodigioso originador na teoria econômica e um autor prolífico. Os escritos e palestras de Mises abarcavam teoria econômica, história, epistemologia, governo e filosofia política. Suas contribuições à teoria econômica incluem elucidações importantes sobre a teoria quantitativa de moeda, a teoria dos ciclos econômicos, a integração da teoria monetária à teoria econômica geral, e uma demonstração de que o socialismo necessariamente é insustentável.
0 Crise do Capitalismo? Não, muito pelo contrário!
25 janeiro 2014
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Convencer um anti-capitalista ou mesmo alguém que não entenda muito do assunto de que a culpa da recente crise não é do capitalismo, mas da falta dele, não é uma tarefa simples. A crise atingiu alguns dos países vistos como expoentes máximos do capitalismo: Os Estados Unidos e a maior parte da Europa Ocidental.
Se um país como Estados Unidos entraram em crise por falta de capitalismo, o resto do mundo que é ainda menos capitalista, deveria estar numa situação bem pior, certo? É um raciocínio razoável, insuficiente para compreender a situação.
E é assim que tentaremos argumentar em favor do capitalismo aqui: Com argumentos, fatos, e análises bastante simples, sem recorrer à conhecimentos aprofundados em economia (coisa que eu nem sequer possuo). Então vamos tentar usar um raciocínio simplista, que é o raciocínio usado pela maior parte da população, leiga em economia. (eu inclusive)
Alguns dos países mais capitalistas do mundo estão em crise. Isso é fato. Porém, é importante lembrar que:
1. Apesar de estarem em crise, estes países ainda são desenvolvidos e estão entre os mais desenvolvidos do mundo.
2. O mundo capitalista e desenvolvido já passou por outras crises antes e conseguiu superá-las e se desenvolver ainda mais depois disso. Muito provavelmente é o que vai acontecer dessa vez também.
Ou seja, simplesmente não há motivos para achar que aquilo que deu certo durante décadas, de repente dará errado. E para que a crise comece a trazer quedas visíveis na qualidade de vida destes países de forma permanente, ela deve durar vários anos seguidos. Resumindo: Não vai ser dessa vez que veremos americanos imigrando para o Brasil buscando qualidade de vida...
Mas é realmente impossível que os países ricos empobreçam até chegar ao nível dos países emergentes? Não, não é impossível. Para conseguirem tal façanha, basta abandonarem cada vez mais o capitalismo. Se voltarem a seguir o caminho que os trouxeram até o nível em que estão hoje, tudo voltará ao normal, mas se insistirem no caminho da ruína que começaram a trilhar só bem recentemente, a coisa tende a piorar cada vez mais.
"Ah! Mas você está fugindo da questão: Se os países mais capitalistas do mundo estão em crise por falta de capitalismo, o resto do mundo deveria estar numa situação bem pior". Mas o resto do mundo ainda está numa situação bem pior. Os Estados Unidos e os países da Europa Ocidental ainda estão entre os mais desenvolvidos do mundo, e somente anos seguidos de crise reverteria esse quadro.
É como um elevador que apesar de estar descendo ainda está entre os últimos andares, e outro, representando os países emergentes, que apesar de estar subindo, ainda está entre os andares mais baixos. A crise é representada pela descida de um dos elevadores. Mas isso não significa que ele vai continuar descendo, muito menos que ele irá descer até os andares mais baixos. Ele pode simplesmente voltar a subir.
Dívida por ser paga, desemprego pode ser superado criando-se mais empregos, baixo crescimento pode ser superado com mais crescimento. Nenhum dos sintomas da crise são irreversíveis ou se comparam à pobreza, subdesenvolvimento e estagnação estruturais que caracterizam muitos países e são muito mais difíceis de serem superados.
Depois de tudo isso, eu ainda não expliquei, porque essa crise não é culpa do capitalismo e sim da ausência dele? O que temos à favor da nossa tese?
O capitalismo pode ser medido, e com base nessa medição podemos afirmar que: Quanto menos capitalismo, mais crise.
O índice de liberdade econômica, elaborado pelo Cato Institute, mostra o grau de "capitalismo" de um país. Baseado neste índice, calculado para o ano de 2011, temos a tabela abaixo, mostrando a situação dos países da zona do euro e sua relação com o índice de liberdade econômica:
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Note que, quanto menos economicamente livre, pior a situação do país.
Este índice é calculado desde a década de 70, pelo Fraser Institute, o que torna as coisas ainda mais interessantes, pois é possível ver a evolução dos países numa escala de tempo. Um fato interessante é que os Estados Unidos, eram o terceiro colocado no índice até o ano 2000 (e vinha oscliando entre a 3ª e 4ª posições desde 1985) e desde então vem caindo, até chegar à 18ª posição em 2010.
Alguns podem arguentar que o Cato Institute e o Frases Institute, são think-tanks "neo-liberais" e que portanto, suas análises são tendenciosas e manipuladas de forma a dizer que os países mais bem sucedidos, tanto social quanto economicamente, são mais "liberais".
Pode até ser, mas eles não poderiam, de 2000 até 2007 (ano que "estourou" a crise) rebaixar os Estados Unidos neste ranking propositalmente, a fim de manipular a opinião de algumas pessoas, a não ser que soubessem de antemão que uma crise se aproximava.
Vale observar também que a situação piorou ainda mais desde 2007, na mesma medida em que continuaram a cair no índice. Então você pode até dizer que os liberais manipularam seus dados para atribuir a culpa da crise à falta de liberdade econômica, mas para isso teria que admitir que eles previram a crise.
O que não estaria errado também. Os verdadeiros defensores do livre mercado sabiam que uma crise se aproximava, porque também sabiam que o capitalismo estava caindo em desuso.
0 Ruanda cresce, ganha apelido de "Singapura Africana" e prova mais uma vez que a liberdade econômica gera prosperidade
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| Kigali ou Quigali é a capital e maior cidade de Ruanda. |
Assim como os demais países que passaram por situações deste tipo, sua economia ficou em frangalhos e sua situação social se tornou calamitosa.
Desde então porém, o combate à corrupção e a criação de um ambiente favorável aos negócios e ao capital externo está fazendo a economia se recuperar de forma tão promissora que alguns já o chamam de "A Singapura Africana".
fonte: http://www.economist.com/node/21548263Em 2009, uma reportagem da rede de notícias CNN classificou Ruanda como tendo a história de maior sucesso do Continente, tendo alcançado estabilidade, crescimento da economia (a renda média triplicou nos últimos dez anos) e integração internacional. Em 2007, a revista Fortune publicou um artigo intitulado "Why CEOs Love Rwanda" (Por que os CEOs amam Ruanda, em tradução livre).
A capital, Kigali, é a primeira cidade africana a ser galardoada com o Habitat Scroll of Honor Award, em reconhecimento de sua "limpeza, segurança e conservação do modelo urbano".
O PIB de Ruanda foi um dos que mais cresceram no mundo em 2012, com uma alta de 7,7%. Nos anos anteriores uma taxa semelhante foi registrada: 8,6% em 2011 e 7,2% em 2010. O país vem mantendo uma taxa de crescimento semelhante desde 2003. A inflação também voltou para a casa de um dígito desde então.
O país foi classificado pelo Banco Mundial como o 52º país do mundo em ambiente para negócios. (O Brasil é somente o 130º) Também segundo o Banco Mundial, o país atingiu tais resultados através de várias reformas estruturais e institucionais, iniciadas a partir de 2000, que fortaleceram o setor privado e facilitaram o comércio externo.
Segundo a descrição dada pelo CIA, The World Factbook, o país tenta superar suas limitações territoriais promovendo o comércio com países vizinhos, sua política fiscal é focada em financiar o essencial: Combater a pobreza, oferecer educação, saúde e infraestrutura e os investimentos domésticos e externos vêm tendo o apoio de reformas orientadas para o mercado. O sucesso econômico e social do país trouxe reconhecimento internacional e o transformou em uma referência.
A crise internacional atingiu as exportações de minerais, mas a economia se recuperou impulsionada pelo setor de serviços.
Pra quem acha que o sucesso econômico está de alguma forma, desvinculado do progresso social, Ruanda também vem se saindo bem em diminuir a pobreza.
Em 2000 eram 74,56% da população vivendo com menos de US$ 1,25 por dia. Em 2007 eram 63,17%.



























